[Afrofuturismo] O Caçador Cibernético da Rua Treze

Com a palavra, Vagner Amaro da Editora Malê, sobre este novo romance afrofuturista

Fotos: Thays Berbe

Em O caçador cibernético da Rua Treze o autor aprofunda os diálogos com o movimento cultural que especula novas percepções de futuro para as populações negras.”

Autografando o livro durante o lançamento. Foto: Thays Berbe

Em O caçador cibernético da Rua Treze, Fábio Kabral apresenta elementos da mitologia Iorubá em uma aventura futurista de tirar o fôlego. Com uma linguagem contemporânea, o autor cria um universo fantástico rico em detalhes, onde vive um povo melaninado com visual arrojado e usuário de uma tecnologia avançada. Neste universo, chamado Ketu Três, vive João Arolê, um jovem negro, caçador de aluguel de espíritos malignos. Um personagem complexo, que assim como os deuses africanos é suscetível a incerteza e arca com as consequências de viver em um mundo em que bem e mal não pertencem a dimensões distintas. João tem crises de consciência, dúvidas e insônias. Tenta compensar as mortes que causou como forma de se livrar das consequências dos seus atos. Uma oportunidade de redenção surge quando uma série de assassinatos envolvendo celebridades de Ketu Três faz seu povo precisar de um herói que possa solucionar esta questão. O que João não sabe é que sua tentativa de redenção o colocará frente a frente com questões mal resolvidas do seu passado, personificadas em um caçador vingativo, que o reencontra para um derradeiro acerto de contas.”

Lançamento do livro na Martins Fontes. Foto: Thays Berbe

“A narrativa de O caçador cibernético da Rua Treze faz uso de elementos da cultura afrofuturista, surgida na década de 1960 e que ganhou força como movimento cultural na década de 1990, mesclando mitologia e cosmologias africana, fantasia, pós-colonialismo, ciência, tecnologia e a arte de contar histórias com protagonismo de autores e personagens negros. O que Fábio Kabral nos sugere neste inventivo livro é um pouco mais que pensar um futuro para as populações negras, ele inspira reflexões sobre o cotidiano destas populações no presente, ao mirar nas possibilidades do que o povo negro já poderia viver, e que, percebemos refletido neste espelhamento de futuro, ainda não vive, em sua maioria.”

Público prestigiando o lançamento de “O Caçador Cibernético da Rua Treze” na livraria Martins Fontes. Foto: Thays Berbe

“Ao apropriar-se dos códigos do Afrofuturismo para narrar a emocionante trajetória de João Arolê, Fábio Kabral nos ensina sobre a cultura negra, os deuses e a ancestralidade, e nos oferece uma ótima história, daquelas que continuam nos acompanhando após a leitura. Um livro de aventura, personalíssimo, de deuses, heróis e monstros, que todo leitor apaixonado por aventura e fantasia merece conhecer.”

À esquerda, Vagner Amaro, the Malê Man!

Os lançamentos do livro têm sido o máximo! Para quem deseja saber mais sobre Afrofuturismo, para quem acompanha e gosta dos meus escritos, peço que adquiram o livro, pois este é que é o meu verdadeiro trabalho até então. E saibam que O Caçador Cibernético da Rua Treze é apenas o primeiro da minha coleção Afrofuturismo!

Onde comprar: www.editoramale.com.br
Livraria da Travessa
Blooks Livraria
Livraria Martins Fontes
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